Encarar as escolhas




O amor é um sentimento que surge quando menos esperamos. Surpreende, arrebata, dói, mas é prazeroso senti-lo.
Dois meses se passaram desde que Andrew e Ágata decidiram namorar. O que começou em Paris, continuou quando chegaram ao Brasil. Ambos passaram a se encontrar escondidos, pois Ágata teve que continuar o namoro de fachada e sua mãe nada poderia descobrir sobre Andrew. Aliás, depois do sucesso das fotografias que ele fizera do desfile de lançamento da coleção de verão, Gisele resolveu contratá-lo para compor sua equipe de fotógrafos. No começo Andrew objetou, pois temia arriscar todo seu plano de vingança. Porém, ele notou que ficar mais próximo de Gisele poderia beneficiá-lo. Além disso, estaria mais próximo de sua amada.
Amada? Sim, por mais que tentasse convencer a si mesmo do contrário, com o passar dos dias o sentimento por Ágata crescia de forma que agora ele estava extremamente apaixonado. Como pôde permitir ser enganado pelo coração? Uma coisa é certa: não conseguimos mandar nos sentimentos. Controlar, talvez.
Em seu quarto, Andrew estava terminando de se aprontar. Era sábado e Ágata havia conseguido uma folguinha. Os dois combinaram de ir a uma chácara próxima para fazerem um piquenique e ficarem a sós, longe dos paparazzi.  Ele não havia se mudado totalmente da casa de seus tios, pois estava aguardando a finalização da dedetização do apartamento que havia alugado, embora já houvesse levado muitas de suas roupas e alguns móveis para lá.
— Para onde vai tão cheiroso assim? — perguntou Suellem entrando no quarto, de cadeiras de rodas.
— Vou ao um piquenique com a Ágata.
— Verdade! Você havia me dito mesmo.  
Ele se aproximou dela e lhe deu um beijo na testa como de costume. Em seguida, pegou a carteira que estava em cima da cama e colocou no bolso de trás de sua bermuda tactel preta. Além da bermuda, ele usava uma camisa regata verde e tênis esporte.
— Como anda o plano de vingança?
— Tudo sob controle. — Ele ficou cabisbaixo.
— Parece preocupado ou é impressão minha?
— Na verdade sim, mãe. — Ele sentou na cama, ficando Suellem frente a ele. — Quando decidi me vingar da Gisele, fiz isso em razão da forma injusta que ela te tratou, do sofrimento que eu senti ao lhe ver em coma e isso fez nascer em mim um sentimento de profundo ódio. Caramba! Como alguém poderia ser tão má? Será que ela não pensou no filho que a senhora tinha? Será que a fama e o dinheiro são mais importantes do que uma vida? Isso me revolta! — Ele suspirou. — Mas agora, depois de conhecer a Ágata e de estar namorando ela, mesmo que seja em razão da vingança, minha consciência está pesada. E de um tempo para cá passei a me questionar se realmente vale a pena conseguir justiça fazendo uma pessoa tão boa sofrer.
— Você está apaixonado pela filha da Gisele?
— Não sei se posso afirmar que é paixão. Mas, o que sinto por ela é diferente, mãe. Não me lembro de ter sentido antes por alguém algo tão profundo e ao mesmo tempo tão puro. Quando estou com ela, o tempo passa depressa, quando estou longe parece que tem um vazio dentro de mim, como se eu necessitasse do sorriso, da presença ou até mesmo ouvir a voz dela para continuar a viver.
— Você não quer admitir, mas está apaixonado pela Ágata. Posso ver isso no seu olhar, na forma como fala dela. Isso é paixão.
— De toda forma, acho que não conseguirei continuar a enganar a Ágata.
— Está querendo desistir da vingança? De algo que planejou por tantos anos?
            — Não quero magoar uma pessoa que é vítima da Gisele como a senhora foi.
            — Respeito o seu sentimento, meu filho, mas não posso acreditar que uma mulher foi capaz de te enfraquecer dessa maneira, a ponto de deixar de se importar comigo.
            — Não é isso, mãe. Eu me importo com a senhora, eu te amo. Mas...
            — Se você me ama, então prossiga com a vingança. No começo achei perigoso você se envolver nesse assunto, mas agora que vejo que realmente é possível atingir a Gisele, não posso deixa-lo desistir. Seria mais uma vitória para ela.
            — Mas mãe...
            — Se você sofreu e sofre por me ver assim, de cadeira de rodas, imagine como eu sinto? Quando acordei do coma, cinco anos atrás, a última lembrança que eu tinha era de ter vencido uma seleção para participar do Miss Universo. Eu era jovem, bonita e admirada por todos. Mas quando me olho no espelho e vejo meu rosto deformado e marcas por todo o meu corpo, percebo que não sou mais aquela jovem de 24 anos e sim uma velha inválida e que perdeu tudo que tinha. Como você acha que me sinto? — Ela começou a chorar e Andrew sentiu seu coração apertar. — Acha que foi justo? Que a Gisele merece ter todo aquele dinheiro que poderia ser meu? Com uma vida saudável e bem-sucedida que ela roubou de mim?
            — A senhora tem razão. Desculpe por ter sido tão egoísta. Eu estava pensando na minha felicidade e esquecendo a sua.
            — O que você sente por essa Ágata sentirá por outra. Você é jovem, tem muito o que viver e muitas paixões para vivenciar. Por favor, meu filho, não desista de mim.
            — Não desistirei. A senhora é mais importante do que muitas coisas na minha vida.
            Ela o abraçou profundamente, com os olhos cheios de lágrimas. Minutos antes, Andrew estava decidido a deixar a vingança de lado, mas agora estava confuso. Não podia decepcionar sua mãe, mas também não queria magoar Ágata. Tinha de fazer uma escolha. Por enquanto, continuar a vingança e desistir de Ágata era o mais razoável.
            — Quero que dê essa pulseira à Ágata. — Suellem lhe entregou uma caixa retangular de veludo azul. — Eu sei que um tempo atrás eu disse que te daria para você entregar a alguém que amasse verdadeiramente. Mas agora percebo que será útil dá-la à filha da Gisele. É uma pulseira de diamantes, quem me deu foi o Gerson, pai da Ágata, quando começamos a namorar. Acho que já te contei essa história.
            — Sim. Contou. — Ele abriu a caixa — Uau! Isso deve ter custado muito dinheiro.
            — O Gerson sempre foi rico. Essa franquia de roupas e assessórios ele herdou dos pais dele há mais de trinta anos.
            — Mas por que a senhora quer que eu dê à Ágata?
            — Depois você entenderá.
            Nesse momento, alguém buzinou no lado de fora.
            — Deve ser a Ágata. — Ele foi até a janela que dava vista para a rua e viu o carro dela estacionado em frente ao portão. — Tenho que ir, mãe. — Ele pegou uma cesta com alimentos que estava ao lado.
            — Não se esqueça do que conversamos.
            Ele assentiu e saiu para encontrar sua namorada. Dentro de si havia alegria e tristeza parecidas com a água e o óleo, não se misturavam, mas estavam na mesma intensidade.
            Algumas horas se passaram.
            Ágata e Andrew estavam sentados debaixo de uma enorme jaqueira. Haviam estendido uma toalha e espalhado várias frutas, pães integrais com peito de frango, queijo e um saboroso vinho tinto. O dia estava ensolarado e agradável. A chácara era bem organizada. Bastante área verde com direito a uma linda lagoa com cisnes e um riacho para banho.
            — Sabe o que acho mais engraçado? — Ágata encostou a cabeça no ombro dele ao mesmo tempo em que entrelaçaram as mãos.
             — Não, o quê? — Fez carinho nos cabelos macios e loiros de Ágata.
            — Você pensou em tudo, trouxe até pão integral para mim.
            — Claro! Depois da bronca que eu vi sua mãe lhe dando por causa dos cinco gramas que você havia ganhado, o mínimo que eu podia fazer era te ajudar.
            — Acho que foi consciência pesada, porque no mês passado você me levou três vezes para comer pizza. Por isso engordei.
            — Na verdade, trouxe comida leve porque não quero namorar uma balofa!
            — Que horror, Andrew! — Ela o beliscou. — Quer dizer que se eu engordar você não vai me querer?
            — Eu não disse isso.
            — Nem precisou dizer!
            — Eu gosto de você não por causa de sua aparência, mas pelo que você é. Mas se eu fosse barrigudo, careca e baixo você ia me querer também?
            — Quando casarmos você vai ficar assim. Então para mim sem problemas! — Sorriram.
            — Você tem uma péssima expectativa sobre o meu futuro como seu marido. Barrigudo e careca? Jamais!
            — Eu ia te amar do mesmo jeito! — Ela o beijou suavemente. E Andrew sentiu seu coração acelerado. Incrível como ela tinha a capacidade de deixá-lo assim.
            — Quero te entregar uma coisa! — ele disse tirando uma caixinha azul de veludo de dentro do cesto de piquenique. — É para você!
            — Ah, meu amor, um presente! — Ela tirou a pulseira de dentro da caixinha, impressionada com a beleza da joia. Era de diamantes com pequenas pedras de esmeralda, um modelo exclusivo. — Que lindo! — Ela lhe deu um beijo rápido, voltando a admirar o presente.
            — Essa pulseira tem um valor especial para mim.
            — Por que lhe custaram os olhos da cara? — brincou ela.
            — Não, sua boba! — Ele lhe fez cócegas. — Porque pertenceu à minha mãe e ela me disse para entregar a uma pessoa especial, a alguém de quem eu realmente gostasse. Alguém que fosse para mim tão valiosa como esses diamantes.
            — Uau! Que responsabilidade eu tenho. — Exclamou olhando para ele com admiração. — Obrigada por me escolher, Andrew. Saiba que você também é alguém muito precioso para mim. Sempre que eu olhar essa pulseira, me lembrarei de você. Desses olhos sedutores. — Ela aproximou o rosto do dele — Desses lábios macios. — Beijou-o — E mesmo quando estivermos distantes, estaremos juntos.
            — Eu te amo, Ágata! — Ele disse espontaneamente, ficando assustado consigo mesmo, pois nunca havia afirmado tal coisa com tanta sinceridade. — Não importa o que aconteça, saiba que te amo de verdade. E, pela primeira vez, posso afirmar que nunca senti algo igual por ninguém. — Ele colocou a pulseira no braço dela e em seguida a abraçou.
            — Também te amo muito, meu amor! — Acariciou os cabelos de Andrew. Enquanto estava ali, abraçada com ele, Ágata sentia-se protegida, poderia enfrentar qualquer tempestade ou furacão; se Andrew estivesse com ela, seria vitoriosa.
            — Vamos dar uma volta pela chácara? Quero te mostrar alguns lugares peculiares. Eu vinha muito aqui quando criança, essa é uma das maiores e mais bonitas chácaras da Barra da Tijuca.
            — Sim, você sabe que amo a natureza! Agora tem uma coisa que não prestamos atenção. — Disse ela olhando para cima, ainda abraçada a ele.
            — O quê?
            — Olha a quantidade de jaca. Já pensou se uma caísse em nossa cabeça? — Ela sorriu.
            — Estaríamos fritos!
            — Quebrados, você quer dizer! — Ela gargalhou e Andrew não pôde resistir àquele sorriso delicioso.
            Começaram a andar pela grama da chácara, Andrew com um dos braços entrelaçados a cintura de Ágata e ela agarrada a ele, sentindo a força de seus bíceps.
            — Diga à sua mãe que eu amei a pulseira.
Ele franziu o cenho e apenas balançou a cabeça dizendo que sim.
— Gostaria de conhecer a minha futura sogra. Qual o nome dela mesmo? — Insistiu Ágata, percebendo que ele parecia não gostar de falar disso.
            — Suellem. Esqueceu que o nosso namoro é secreto?
            — Não, mas não vejo problema em conhecer sua mãe. Afinal, daqui um tempo todos saberão mesmo.
            — Eu não vejo a hora de poder andar ao seu lado livremente, sem restrições. Poder beijá-la em público, sem medo da imprensa. De viajar com você para vários lugares do mundo. — Ele a pegou no colo.
            — Andrew, você vai me derrubar! — gritou ela, sorrindo, segurando o chapéu.
            — Vou jogá-la na piscina. Está na hora de um pouco de emoção.
            — Não, Andrew!
            Ele a deitou lentamente na grama, enchendo-a de beijos. Ágata fingia não querer, desviando o rosto, mas em seguida, retribuía o afeto.
            — Eu amo você, meu biólogo fotógrafo. — Disse olhando para ele, que deitou ao seu lado na grama olhando para o céu.
            — Bem lembrado! — Ele tirou o smartphone do bolso — Se prepare, vou fazer uma selfie.
            — Só não pode postar nas redes sociais. — Brincou. Ela se aproximou, beijando seu rosto e olhando para a câmera fazendo pose.
            — Vou guardar de lembrança para me lembrar desse dia.  — Ele virou a tela do smartphone para mostrar a foto.
            — Me envia pelo WhatsApp!
A alguns metros dali, escondido atrás de um arbusto, um homem fotografava tudo. Era um paparazzi e a matéria da revista para a qual venderia as fotos estamparia uma grande polêmica. Pois, para a mídia, Ágata estaria traindo o seu namorado, Fernando.


Gostaram? Em breve vocês poderão conhecer a história completa! Se puder, deixe um comentário com sua opinião. ♥



Minhas primeiras impressões da Semana Nacional do Livro


Hoje completa exatamente uma semana da minha participação no evento literário que reuniu dez escritores nacionais. O que achei? Continue a leitura que vou contar tudo! (ou quase tudo! Rsrsrs)



Quando recebi o convite para participar do Semana do Livro Nacional fiquei radiante de alegria, afinal, seria minha primeira participação como escritor. A ansiedade tomou conta e a expectativa me consumiu.

O dia do evento foi agitado para mim. Pela manhã tive algumas atividades pessoais e consegui sair da minha cidade apenas 13h e detalhe: o evento começaria às 14h e o Luciano, organizador, havia enviado um e-mail solicitando a presença dos escritores pelo menos meia hora antes do inicio (respirei fundo e ativei minha fé, que não costuma falhar rsrsrs).

Cheguei por volta das 14h15 e para minha surpresa (e alegria kkk) o evento não havia começado.

Olhei ao meu redor e vi muitas pessoas, confesso que fiquei nervoso, o que eu ia falar? Como agir? Muitos temores permeavam minha mente. Quando sentei (na primeira fileira rsrsrsrs), notei ao meu lado uma jovem sorridente conversando, imediatamente, não me lembro como, começamos a conversar, era a escritora Viviane Fair, foi super simpática, me contou que já havia participado de outros eventos e acalmou este pobre jovem escritor (obrigado Vivi!).

Quando eu menos esperei (pois eu estava super distraído, imaginado que eu seria o ultimo a falar) o apresentador foi convidado ao palco, e com simpatia, chamou o primeiro escritor:

Dérik Reis!

Imaginem, nesse momento o meu coração explodiu junto com as palmas, o cumprimentei meio sem graça e sentei-me ainda desorientado. Que alegria eu sentia! A emoção corria por minhas veias! Foi incrível.

Fui o primeiro a ser entrevistado. Primeiramente as perguntas foram sobre minha vida, onde nasci, onde moro etc...

Depois que as mesmas perguntas (ou semelhantes) foram feitas as demais escritoras, começou o bate-papo sobre o processo criativo do livro. Expliquei como surgiu a história de Glamour e como iniciou a vontade de escrever (divertidíssimo lembrar dessas fases).

Não vou me prolongar nas narrações, preciso dizer apenas que amei conhecer os escritores, fui surpreendido com a presença de alguns amigos até então virtuais e sou muito grato por minha amiga Anne e Wellington que bondosamente me acompanharam.
Para finalizar, proclamo que este evento foi épico (pelo menos para mim).





OBS: Tive alguns desafios, por exemplo: meu livro não ficou pronto a tempo, então fiquei com invejinha boa (ou branca kkk) dos outros autores que estavam com seus livros. Mas, muitos demonstraram interesse por meu livro e prometeram comparecer no lançamento.  




(Notícias) Participarei no evento Semana do Livro Nacional



MINHA PRIMEIRA PARTICIPAÇÃO NO SEMANA DO LIVRO NACIONAL 



Eu sei que o ideal é viver um dia por vez. Mas não posso mentir, estou muito ansioso para amanhã, dia 25 de julho. Será a minha primeira participação como escritor num evento literário. Aí vocês perguntam sobre meu coração, e eu respondo: batendo a mil! Rsrsrsrs

O evento será uma ótima oportunidade para divulgar o meu primeiro filho literário, o romance “Glamour entre o amor e a vingança”. Estou ansioso para compartilhar como foi o processo de escrita, qual minha visão sobre os livros...

Gostaria muito de falar como será o evento, mas, por enquanto não tenho muito a dizer, mas prometo que postarei aqui as minhas emoções. Rsrsrs

Isso faz lembrar que a partir de amanhã darei mais atenção ao meu blog (assim espero kkk). Postarei mais reflexões, crônicas e novidades sobre o meu livro.

Aproveito para esclarecer algumas coisas sobre o evento de amanhã:
1. Não será o lançamento do meu livro. É um evento com a participação de vários autores brasileiros com o objetivo de divulgar a literatura nacional. Alguns estão confundindo com o lançamento do meu livro, mas não será. Rsrsrsrs
2. Infelizmente o meu livro não estará à venda neste dia do evento, por causa de um imprevisto com a editora. Era o meu plano inicial inclusive sortear um exemplar, mas só terei os livros na próxima semana.

Mas, gostaria de agradecer a todos que estão me procurando, fazendo perguntas. Obrigado pelo entusiasmo. Em breve começarei a divulgar a data do lançamento do livro e desejo que todos estejam presentes para dividir essa alegria. 

Só repetindo: amanhã, dia 25 de julho, às 14h, na livraria Cultura do Shopping Casa Park, haverá o evento semana do Livro Nacional, não será o lançamento do meu livro e não haverá vendas do meu livro, mas será uma ocasião especial.




O amor e o rio

Um formoso rio, cheio de vida

Transmite tranquilidade a quem vê 

Refresca quem nele se deleita 

Purifica a sujeira e rega as plantas frutíferas 

Possui um cheiro invisível e a cor que não tem embeleza os olhos daquele que sente


Sem chuva pode secar - se

Quem não cuida polui 

A vida se extermina e a tranquilidade não reluz 

Quando chega ao fim, todos lamentam, sentem saudades, se arrependem 

Por não distinguir o seu existir, a sua importância e substância 

Não quisera lutar, mas desistir 

Não amaram, mas se apaixonaram 

Por confundirem o primeiro com o segundo 

Sem perceberem que o amor envolve todas as coisas e não se esgota é para sempre 

Enquanto a paixão é por tempo indefinido, porém, sem data infinita. 

O que tem a ver o rio? Encaixa - se na reflexão do saber amar e do significado deste que

sustenta o eixo do ciclo da vida e do seu objetivo que vai além do amar


DÉRIK REIS

[Reflexão] A laranja e eu

Imagine que depois de almoçar aquela comidinha deliciosa feita por sua mãe, você pega uma laranja da geladeira para terminar o seu momento de saboreio. Mas, ao analisar a fruta, você percebe que na casca tem algumas cicatrizes contrastando com a sua cor verde e chamativa. E agora? O que você fará?
Confesso que o meu apetite foi afetado pela aparência externa da laranja, pensei em jogá-la fora, mas ao olhá-la fixamente, resolvi dá-la uma chance, ignorando suas cicatrizes, partindo-a e provando-a logo em seguida. Para minha surpresa ela era tão doce, saborosa e bela que me deixou impressionado.
Talvez você esteja se perguntando o que há de importante nisso, mas vou logo explicar.
De certa forma, somos semelhantes a essa laranja. Às vezes passamos por problemas, provações e outras dificuldades tão severas que deixam cicatrizes não em nossa pele física, mas na nossa alma, ou seja, a pessoa que somos no íntimo. Outras vezes, pessoas que gostamos muito  nos machucam por palavras, ações ou até mesmo fisicamente e como resultado ficamos com marcas que desfiguram quem realmente somos.
Esse, justamente, é o maior desafio da vida; olhar para alguém que sempre esboça uma aparência de maldade, seriedade ou atitude crítica, além daquil
o que esboça na sua casca, não descartá-la, mas dar-lhe uma chance de mostrar quem realmente é. Talvez, aquele que demonstra todos esses defeitos, esconde dentro de si uma docilidade e beleza esperando apenas uma chance de ser descoberta.
Por outro lado, se aquela laranja não for aproveitada, desenvolverá uma casca mais resistente, pois estará murchando e secando aos poucos, perdendo assim o seu valor. Isso também acontece conosco. Quando guardamos rancor, a tendência é ficarmos resistentes a tudo, inclusive ao amor e as coisas boas e com o tempo ficamos secos e perderemos os melhores momentos da vida. Ou seja, o rancor é como um veneno interno que aos poucos nos torna sem valor.
Partindo desse pressuposto, precisamos não só dar oportunidade a outras pessoas, mas dar essa oportunidade a nós mesmos. Não são as cicatrizes exteriores que determinará o nosso valor, sim o que somos no interior. Deixe que outros conheçam o seu lado bom, desconsidere àqueles que não te valorizam, lembre-se: alguém que te faz sofrer não merece o seu rancor, ele merece a sua oração.
Ótimo dia!

DÉRIK REIS


[Reflexão] A falta de água e a consequência da atitude humana

Incolor e sem sabor, valorizada por todos e preservada por poucos, dela depende nossa vida e por ela muitas nações brigam. Os que tem desperdiçam e os que não tem a procura como a tesouros escondidos. Assim é a água que tanto tem e pouco tem.

Nos últimos meses um dos assuntos mais comentado (pelo menos no Brasil) foi a falta de água. Incrível como nós, seres humanos, agimos corretamente apenas quando ameaçados. Todos sabem da importância de preservar a água, de não desperdiçar, e mesmo assim muitos cidadãos, por ignorância ou não, teimam em poluí-la, desperdiçá-la e maltratá-la.

Todos nós podemos ser acusados por um desses crimes, afinal, quem nunca desperdiçou? Só que toda essa movimentação me fez refletir numa pergunta um tanto intrigante: é necessário perder para dar valor?

É de fato, surpreendente como agimos com rapidez quando estamos em perigo ou quando notamos que perderemos algo. Quando muito se tem a tendência é desvalorizar. Isso acontece não apenas no quesito água, mas em outras áreas da vida, como por exemplo, relações afetivas, seja amizade, namoro, casamento etc.

No entanto, quando meditamos, compreendemos que algumas coisas não são necessárias em nossa vida. Não precisamos nos jogar na frente de um carro em movimento apenas para saber se isso nos machucará ou não. É possível sabermos as consequências apenas por refletirmos ou até mesmo por notarmos experiências anteriores. Somos inteligentes, dotados com a capacidade de pensar, raciocinar e de agir.

Não podemos fechar os olhos diante dos problemas, precisamos reconhecer nossa culpa e não usar isso como desculpa para estacionar e se achar incapaz de mudar ou de inovar. Não basta querer transformar o mundo se essa mudança não acontecer primeiramente dentro de nós, em nosso coração e principalmente em nossa consciência. A transformação acontece de forma gradativa, nunca de uma hora para outra. É necessário ação contínua. Por isso, não devemos dar espaço para o desânimo.

Talvez você esteja se perguntando: essa reflexão é sobre água ou sentimentos? Não pensem que fugi do tema. Acredito que a solução para a falta de água está justamente dentro de cada individuo. Não adianta nos preocupar em conscientizar o mundo quando nós mesmos não estamos sensibilizados a mudar. Acredito que uma grande mudança começa de maneira pequena, ou seja, individualmente, como uma peça de quebra cabeça.

Abraço. 

DÉRIK REIS 

[Poema] Poema à Brasília

Poema sobre Brasília

Ela nasceu como a princesa da república,
Com um futuro glorioso, para comportar os três poderes,
Rapidamente se tornou a rainha da nação, a habitante do coração do país,
Dela sai o decreto e os momentos memoráveis da chama da democracia,
Verde e amarelo se confunde com a riqueza da mata e o resplendor do céu, tão límpido e puro,
Quisera eu que assim fosse também o coração das autoridades,
Brasília que de tão linda reluz, encanta e arrebata,
Nela todos encontram morada, não existe sotaque, não existe esquina, o que existe é tudo em todos e todos em muitos,
Brasília que em tão pouco tempo fez jus ao seu formato e continua a decolar ao sucesso,
Enfrentará os problemas com coragem e destemor, sem deixar de se impor e revelar toda a sua majestade e sinceridade.
Brasília, Brasília que tudo de bom partilha.


Criada em 15/04/2015 por Dérik Reis.